quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A VÍRGULA DA ABI


Nestes tempos de exclamações fúteis... Pontos de interrogação multiplicados... Erros distantes de um ponto final... Convido a rever o institucional da ABI sobre a importância das pausas em nossa linguagem.



 Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
 Não, espere.
 Não espere..

 Ela pode sumir com seu dinheiro.
 23,4.
 2,34.

 Pode criar heróis..
 Isso só, ele resolve.
 Isso só ele resolve.

 Ela pode ser a solução.
 Vamos perder, nada foi resolvido.
 Vamos perder nada, foi resolvido.

 A vírgula muda uma opinião.
 Não queremos saber.
 Não, queremos saber.

 A vírgula pode condenar ou salvar.
 Não tenha clemência!
 Não, tenha clemência!

 Uma vírgula muda tudo.
 ABI: 102 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

3 comentários:

  1. É... o anúncio é bacana. Uma pena que nem a ABI se ocupe mais de garantir, às vírgulas, os seus devidos lugares. Sei não... mas às vezes penso que na verdade tudo sempre foi apenas uma peça publicitária, que alguns de nós levou muito a sério. Que tal agendarmos aquele violão regado, em roda de amigos, antes que o verão acabe?
    Beijos.

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  2. Quando me deparei com este post, pensei:

    Não, quero ler!

    E li!

    Feliz lembrança, amigo.

    Realmente a virgula é tudo em um texto.

    Grande abraço do Sul!!!!

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  3. Adoro vírgulas, elas nos dão oportunidade para respirar, pensar e falar ou escrever corretamente. A vida da gente também precisa de vírgulas. Prefiro as vírgulas aos pontos. O ponto é o fim. Acabou. E, muitas vezes, a gente não quer que acabe.

    Mas, falando em vírgula, meu marido é médico e procura cuidar de suas coisas com organização e certo dia chegou em casa enfurecido. Nervoso mesmo e aí, perguntei qual era a razão. Ele respondeu: olha só, mostrando-me uma folha de cheque. Esse cheque foi devolvido sem fundos e eu fui chamado na loja onde comprei o som do carro pra resgatar. Peguei o cheque e ví que o valor era de R$ 145,00 (cento e quarenta e cinco reais). Meu marido, também com o extrato bancário em mãos, mostrou-me que o banco descontou Um mil, quatrocentos e cinquenta reais. Ele estava tão chateado, constrangido, envergonhado que decidi, por ser advogada, falar pra ele que ingressaria com uma ação judicial contra o banco, requerendo indenizaçao moral e ele se acalmou. Protocolei o pedido e na audiência o advogado do Banco alegou na contestação que a culpa era do meu marido, que não sabia fazer a vírgula, pois a mesma parecia o número 1. Pode? Claro que não colou e a sentença nos foi favorável. Esta história já rendeu muita brincadeira e todas as vezes que ele vai preencher um cheque, eu brinco "olha, trata de fazer a vírgula direito".

    Abraços,

    Marcinha

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