Dois leões fugiram do Jardim Zoológico.
Na fuga, cada um tomou um rumo diferente.
Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade.
Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou.
Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi
justamente o que fugira para as matas.
Voltou magro, faminto, alquebrado.
Assim, o leão foi reconduzido à sua jaula.
Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira
para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado.
E voltou ao Jardim Zoológico, gordo, sadio, vendendo saúde.
Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta
perguntou ao colega:
- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda
voltar com saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, porque
quase não encontrava o que comer...
O outro leão então explicou:
- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada
dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.
- E por que voltaste então para cá? Tinham-se acabado os funcionários?
- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba. É que eu
cometi um erro gravíssimo. Já tinha comido o director geral, dois
superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores,
doze chefes de secção, quinze chefes de divisão, várias secretárias,
dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em
que comi o desgraçado que servia o cafezinho... Estraguei tudo!
PAUTA CIFRADA
PRIMAS & BORDÕES
segunda-feira, 16 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
10 lições japonesas
Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava.
2 – A DIGNIDADE
Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.
3 – A HABILIDADE
Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas não caíram.
4 – A SOLIDARIEDADE
As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.
5 – A ORDEM
Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.
6 – O SACRIFÍCIO
Cinquenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?
7 – A TERNURA
Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.
8 – O TREINAMENTO
Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.
9 – A IMPRENSA
Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis. Apenas calmas reportagens dos fatos.
10 – A CONSCIÊNCIA
Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente. Nenhum arrastão contra o povo ou para roubar o comércio.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Diálogo durante o reinado de Luís XIV
Colbert - ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV
Mazarino - Cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Ele era um notável coletor de arte e jóias, particularmente diamantes, e ele deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris
Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me
explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro.
E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: Criam-se outros.
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: Sim, é impossível.
Colbert: E então os ricos?
Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente!
Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres:
São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres.
É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!
Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos.
É um reservatório inesgotável.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O mito do 13º

Ingleses e britânicos não costumam colocar 13º andar em seus edifícios. Qualquer semelhança com o décimo terceiro salário por lá, não é mera coincidência. Ingleses e americanos recebem ordenados semanais.
No Brasil, embora a CLT determine o pagamento de13º salário para os trabalhadores com carteira assinada, o tal salário extra, na realidade não existe. É uma ilusão aritmética. Quer ver? Vamos aos cálculos.
Imagine um trabalhador que recebe 1000 reais por mês. Em um ano, o faturamento dele é de 12 mil reais.
Somando-se o 13º, o salário anual passa para 13 mil reais.
Agora, se refizermos os cálculos por semana trabalhada, teremos uma diferença no salário anual.
1000 reais é o equivalente a quatro semanas de trabalho a 250 reais.
O ano possui 52 semanas. (365 : 7 = 52,...)
Agora a mágica: Se multiplicarmos 250 reais por 52 semanas obteremos 13 mil reais!
O mesmo valor de 13 meses de salário.
Moral da história: 13º salário não existe. O empregador apenas devolve o que deixou de pagar durante o ano.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
IMPRENSA MILITANTE

Trechos do artigo de Silvio Waisbord, professor de Jornalismo e Comunicação Política na George Washington University, publicado no La Nacion
O que é jornalismo militante? É o que defende um governo ou partido independente dos erros? É ideologicamente puro ou é uma criatura da realpolitik disposta a tolerar qualquer negociação política? É o jornalismo que informa sobre questões que estritamente combinam com a agenda política de um governo?
A ideia de um jornalismo militante como apêndice de um governo é problemática para a democracia, que não precisa de uma imprensa que sirva de porta-voz de nenhum oficialismo. Idealmente, o jornalismo deve ser cético frente ao poder e não ser crítico apenas segundo a cor política ou ideológica de quem detém o poder. Deve mostrar os dados da realidade porque os governos tendem a produzir e crer nas suas próprias realidades.
Deve investigar o governo porque o poder quase sempre mantém lugares obscuros. Deve estimular os cidadãos a conhecer o que ignoram, em vez de confirmar suas pré-concepções militantes. Deve incrementar oportunidades para a expressão da cidadania e organizações da sociedade civil e não ser ventríloquo dos que estão rodeados de microfones.
Como destacou Walter Lippmann, um dos colunistas mais influentes nos EUA durante o século passado: "Sem jornalismo crítico, confiável e inteligente, o governo não pode governar". O melhor jornalismo não é aquele que marcha perfilado ao governo. A última década da imprensa mundial confirma que o bom jornalismo não joga rosas na passagem das autoridades ou varre a sujeira para debaixo do tapete da lealdade com o governo.
A diferença é informar com base no compromisso com os princípios democráticos – igualdade de direitos, a tolerância à diversidade, respeito às diferenças de opinião, acesso a oportunidades de expressão, responsabilidade, transparência na utilização dos recursos públicos, ampla participação – ou a adesão a governos da vez e plataformas partidárias. As experiências de outras democracias mostram que o "jornalismo militante" privilegia a opinião em detrimento dos dados.
Em todo o mundo, o jornalismo não é uma ilha, mas parte de complexas redes de informações, políticas e econômicas. A autonomia do jornalismo, tão celebrado da esquerda a direita, na realidade, é difícil.
Outra questão sensível é o financiamento do "jornalismo militante". Quem paga pela produção diária de notícias, informação e opinião? Vejamos as opções. A escolha pelo velho jornalismo partidário, em vias de extinção no mundo, vem sendo financiada pelas grandes estruturas políticas.
A última década, com acesso gratuito a sites de notícias na Internet, confirma que o público leitor é pouco disposto a pagar mesmo quando lê religiosamente, e depende de certos meios para a sua dieta cotidiana de notícias. Somos um mundo ávido por notícias, mas sem interesse de pagar pelo custo de produção, nem mesmo uma contribuição monetária mínima. Outra possibilidade, atualmente em discussão nos Estados Unidos e algumas democracias europeias, é a filantropia como suporte do jornalismo. Por enquanto, isso não parece viável.
As possibilidades restantes são aquelas clássicas que têm sustentado financeiramente a imprensa na América Latina: publicidade, fortunas pessoais e fundos públicos gerenciados pelo governo. Se for a publicidade, como conciliar interesses comerciais com militância política? A publicidade militante? O capitalismo partidário? Se forem as fortunas pessoais, é possível imaginar que os interesses individuais dos magnatas nem sempre coincidam com a mística e a ideologia militante. E as fortunas pessoais investidas nos meios de comunicação são propensas a crises econômicas e acordos políticos pontuais.
Em todo o mundo, o jornalismo não é uma ilha, mas parte de complexas redes de informações, políticas e econômicas. A autonomia do jornalismo, tão celebrado da esquerda a direita, na realidade, é difícil.
Outra questão sensível é o financiamento do "jornalismo militante". Quem paga pela produção diária de notícias, informação e opinião? Vejamos as opções. A escolha pelo velho jornalismo partidário, em vias de extinção no mundo, vem sendo financiada pelas grandes estruturas políticas.
A última década, com acesso gratuito a sites de notícias na Internet, confirma que o público leitor é pouco disposto a pagar mesmo quando lê religiosamente, e depende de certos meios para a sua dieta cotidiana de notícias. Somos um mundo ávido por notícias, mas sem interesse de pagar pelo custo de produção, nem mesmo uma contribuição monetária mínima. Outra possibilidade, atualmente em discussão nos Estados Unidos e algumas democracias europeias, é a filantropia como suporte do jornalismo. Por enquanto, isso não parece viável.
As possibilidades restantes são aquelas clássicas que têm sustentado financeiramente a imprensa na América Latina: publicidade, fortunas pessoais e fundos públicos gerenciados pelo governo. Se for a publicidade, como conciliar interesses comerciais com militância política? A publicidade militante? O capitalismo partidário? Se forem as fortunas pessoais, é possível imaginar que os interesses individuais dos magnatas nem sempre coincidam com a mística e a ideologia militante. E as fortunas pessoais investidas nos meios de comunicação são propensas a crises econômicas e acordos políticos pontuais.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
A Raposa
Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. Todos os dias, o lenhador, que era viúvo, ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada. Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:
-Lenhador, abra os olhos!
-A raposa vai comer seu filho.
-Quando ela sentir fome vai devorar seu filho! Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente. Desesperado, entrou a correr no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta. O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntos. Moral da história: Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar. Quantas amizades já foram desfeitas, lares destruidos, quantos mal entendidos, tudo por causa da influência e do julgamento de outras pessoas. Por isso, nunca tome decisões precipitadas, nada melhor do que o diálogo, ainda que você encontre a "raposa" com a boca cheia de sangue...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
A montanha desce a Maomé
| Finalmente, no Rio de Janeiro encontraram a solução para ensinar matemática, a base teórica é de Vigotski com apoio básico de Paulo Freire: o educando deve partir de sua base de conhecimentos, ser confrontado com sua história e, com a ajuda do professor, o grande mediador (nunca o que ensina), desvelar o mundo em que vive e superar criticamente os velhos conceitos e chegar a ser sujeito de sua própria história (sabe-se lá o que quer dizer isto!). Outrossim, o grande drama da avaliação acaba. Podemos copiar a ideia. Este exame mostra como os docentes devem se adaptar aos tempos atuais para cativar a atenção dos alunos.
Nome do aluno:________________________ Facção a qual pertence:_____________________ Turno:_____________ |
QUESTÕES
1.) Zarôio tem um fuzil AK-47 com carregador de 80 balas. Em cada rajada o Zarôio gasta 13 balas. Quantas rajadas poderá disparar até descarregar a arma? (1.0 Ponto)
R: _______________________
2.) Birosca comprou 10 gramas de cocaína pura que misturou com bicarbonato de sódio na proporção de 4 partes de pó para 6 de bicarbonato. A seguir vendeu 6 gramas desta mistura ao Cascudo por R$ 150,00 e 16 gramas ao Chinfra a R$40,00 cada grama. ENTÃO: (1.0 Ponto)
a) Quem é que comprou mais barato? Cascudo ou Chinfra?
b) Quantos gramas de mistura o Birosca preparou?
c) Quanto de cocaína contém essa mistura?
d) Qual é a taxa de diluição da mistura?
R: ______________________________
3.) Rojão é cafetão na Praça Mauá e tem 3 prostitutas que trabalham para ele. Cada uma delas cobra R$ 35,00 ao cliente, dos quais R$ 20,00 são entregues ao Rojão. Quantos clientes terá que atender cada prostituta para poder comprar ao Rojão a sua dose diária de crack no valor de R$ 150,00? (1.0 Ponto)
R: ______________________________
4.) Jamanta comprou 200 gramas de heroína que pretende revender com um lucro de 20% graças ao "batismo" da droga com giz. Qual é a quantidade de giz que ele terá que adicionar? (1.0 Ponto)
R: ______________________________
5.) Chaveta recebe R$ 500,00 por cada BMW roubado, R$ 125,00 por carro japonês e R$ 250,00 por cada 4X4. Como já puxou 2 BMW e 3 4X4, quantos carros japoneses terá que roubar para receber o total de R$ 2.000,00? (1.0 Ponto)
R: ______________________________
6.) Pipôco está na prisão há 6 anos por assassinato pelo qual recebeu o equivalente a R$ 5.000,00. A mulher dele está gastando esse dinheiro à taxa de R$ 50,00/mês. Quanto dinheiro vai restar para Pipôco quando sair da prisão daqui a 4 anos? (1.0 Ponto)
R: ______________________________
7.) Uma lata de spray dá para pichar uma superfície com 3 m². Uma letra grande ocupa uma área de 0,4 m². Quantas letras grandes poderão ser pintadas com 3 latas de spray? (1.0 Ponto)
R: ______________________________
8.) Chapão recrutou 3 prostitutas para a gang. Se o número total de prostitutas que trabalham para a gang é igual a 27, qual é o percentual de prostitutas recrutadas pelo Chapão? (1.0 Ponto)
R: ______________________________
9.) Durante uma rixa entre gangs, Maifrende disparou 145 balas com uma pistola 45 automática (de uso exclusivo das Forças Armadas) acertando 8 pessoas. Qual é o percentual da eficácia dos tiros do Maifrende? (1.0 Ponto)
R: ______________________________
10. ) Sapão é preso por traficar crack e a sua fiança foi estabelecida em RS 12.500,00. Se ele pagar a fiança e os honorários do seu advogado (que reclama 12% da fiança como pagamento dos seus serviços) antes de fugir para a Bolívia, qual será o total da despesa? (1.0 Ponto)
R: ______________________________
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Papo de maluco
“Sou classe média, anulo meu voto desde que tirei o título de eleitor e não me iludo com a falsa democracia que aí está. Não sou puxa-saco, tenho ficha limpa, pago meus impostos em dia e faço valer o meu direito de expressão.” Aquele estranho disse isso numa velocidade e melodia que me lembraram um repente nordestino. Só que sussurrado. Não tive escolha. Parei para ouvir aquele magricelo com cavanhaque e cabelos ripongos. Usava uma camiseta com uma bandeira do Brasil sendo engolida por devastadores ambientais. Eu havia acabado de sair da zona eleitoral de Copacabana onde acompanhei a votação de um dos candidatos ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Aquela figura que lembrava um Don Quixote hippie desandou a falar como se estivesse sendo perseguido por conspiradores.
“Acho que chegou num limite. Não dá mais para esperar a reforma política. É o que percebo após tantas celebridades toscas eleitas para as boquinhas nas assembléias legislativas e no Congresso Nacional. Não é a toa que a função foi chamada de dePUTAdo...”
Surpreso pela avalanche do desabafo, comentei:
- É uma piada de mau gosto dos eleitores que querem sacanear, ou a prova de que a ilusão dos ignorantes se superou mais uma vez. Talvez os dois! Respondi na intenção de ser simpático, afinal, é raro encontrar pessoas assim no meio daquela massa de cabos eleitorais e curiosos com maquininhas fotográficas na mão.
Continuou ele: “Que os filhos da puta se elejam, não é novidade. Mas as mães deles com nomes de frutas... Porra, aí é pra fudê. O picadeiro do circo legislativo ganhou novos horrores. E tem até analfabeto eleito por neguinho alfabetizado!!”
Pensei: Por trás disso, a implosão da família, das virtudes, a falência das escolas, os maus exemplos na mídia que diariamente realimenta os pecados capitais. Estamos colhemos o que plantamos. Lei comum à física e à religião... Me vi concordando com o sujeito!
O cara se empolgou diante de meu silêncio complacente:
“Camarada... Pão e circo conseguiram mais uma vez deixar as coisas como estavam. Apenas metade do Congresso Nacional se renovou. Vai ficar a merma merda! Os partidos de apoio ao governo atual são maioria. Aliás, pra que precisamos de mais de quarenta partidos já que as ideologias que apregoam foram pulverizadas? Dois partidos bastariam. Situação e oposição.”
De fato, as exigências para conquistar um cargo público através de concurso são enormes. Mil obstáculos. Por que não valem as mesmas regras para os cargos políticos, disse eu.
Ele foi em frente: “Aeee... Tu tá ligado! O TSE poderia exigir avaliação dos currículos acadêmicos dos candidatos. Presidente deveria ter doutorado. Governadores e prefeitos, mestrado. Deputados, pelo menos um curso superior e pós-graduação em administração pública e principalmente, ética. Eu fix minha parrrrte... Sou sociólogo, mas não labuto na parada. É coisa pra maluco!”
- Ah, sim... Mas que parada? A política ou a sociologia?
- “Parada é parada, cara. Política parada, estagnada, amordaçada. The sociology runs into the future. Bróder, o voto é tremendamente injusto. Acho que só deveria ter direito ao voto unitário, o eleitor que atendesse a uma série de exigências.”
- Como assim?
“Tipo assim... Impostos em dia, CPF sem restrições e ficha limpa na justiça. Para os demais, o voto valeria menos. A cada exigência não atendida, haveria desconto. Deflação do poder de voto. Zero vírgula nove... oito... sete... seis... Se o cara é Mané, bandido, o voto dele vale zero. É só o governo se organizar. Tipo assim... Receita Federal... Sacou? Dessa forma, os políticos seriam eleitos pelo trigo e não pelo joio.”
- Mas isso é pouco democrático. Os direitos são iguais para todos, prega a constituição.
E o magrinho foi adiante: “Nada que uma PEC não resolva. E que democracia é essa com voto obrigatório? Conversa pra boi dormir. E a boiada dorme no meio do vício, iludida, para a alegria dos ditadores aliados aos grandes grupos empresariais, patrocinadores de caixa dois. É deles o país, independente de quem venha a vencer no segundo turno presidencial. E segue a panelinha. Aliás... O caldeirão com novos ingredientes, mas o mesmo cheiro de dobradinha. Fui!”
E aquela figuraça saiu de surpresa, do mesmo jeito que tinha chegado. Minha primeira reação foi rir. Mas pensando bem, até que o cara tinha lá sua razão. O brain storm bem poderia envolver outras cabeças pensantes que repousam no ócio e se omitem diante dos nós do sistema corrupto. Pra falar a verdade, no dia em que a maioria de nossos políticos pensar como aquele sociólogo magricelo, preocupado com o bem público em vez do privado, por certo teremos um Brasil mais justo. Mas por enquanto, isso é papo de maluco.
domingo, 26 de setembro de 2010
O Rádio III
Sabe aquela sensação de encontrar uma cédula de dinheiro perdida no bolso de uma roupa aposentada no armário? Foi mais ou menos o que senti ao reencontrar minha primeira revistinha de eletrônica, oculta inadvertidamente durante muitos anos, entre velhos livros de filosofia. Além da boa surpresa, encontrei certa lógica neste acaso. Daqui a pouco explico esse “insight”. Pois a tal revistinha fazia parte de uma coleção lançada nos anos 80 pela “Editora Saber”. Trazia o título “Experiências e Brincadeiras Com Eletrônica.”
O autor era Nilton C. Braga. Muitas vezes aproveitei o troco do pão para investir naquele conhecimento. Desfolhei a antiga revista e encontrei projetos “sensacionais” como as pilhas feitas com limão ou moedas.
Foi com aquela “latinha” que dei início aos meus ensaios de locução radiofônica. Ah, sim... Sobre o “insight”... No começo da década de 80 a eletrônica digital ainda engatinhava no Brasil. O computador estava longe de ser um eletrodoméstico. Figurava-se como algo inacessível. Uma inovação guardada a sete chaves em instituições norte-americanas como o Pentágono, a NASA e algumas universidades de ponta. A tecnologia já havia dado início a sua revolução que abalaria as bases ideológicas do mundo.
E aqui explico o meu “insight”... Aquela revistinha de eletrônica analógica primitiva, perdida entre livros platônicos e socráticos deixou seu recado. A tecnologia nos impulsiona para a compreensão do que existe de oculto no mundo das idéias soltas no ar. Aos 14 aos, de forma tosca e experimental, eu começava a descobrir este fantástico universo e como me comunicar através dele.
domingo, 12 de setembro de 2010
O rádio II
Eu estava decidido a entrar para uma Rádio. Mas antes disso, entrei para "o" rádio. Literalmente. Alguns valvulados antigos eram do tamanho de um fogão e certamente comportavam uma pessoa de estatura mediana como eu. Julho de 1982. Rolava a bola na copa do mundo da Espanha. Eu estava no período de férias escolares. Na época os ensinamentos recebidos da família e dos professores seguiam uma cartilha de idéias radicais. Não havia meio termo. Por certo, uma influência da ditadura na qual ainda vivíamos e que não tardaria a aposentar o chumbo e o chicote. O mundo estava dividido entre comunistas e capitalistas. A Alemanha separada por um muro. A guerra fria cada vez mais quente. Eu, pré-adolescente, não tinha a dimensão dos "apartheids" raciais e sociais muito além do horizonte em meu universo interiorano.
Naqueles dias de eletrônica analógica, eu vagava pela casa em busca de alguma sarna para me coçar. Cavoquei na caixa de ferramentas que meu pai guardava no sótão. Entre martelos, alicates e formões, garimpei uma chave de fenda. Era o passaporte para acesso ao interior do velho rádio Teleotto coberto de poeira, junto à tralha antiga no depósito de quinquilharias familiares. Meu pai e minha mãe sempre foram simpatizantes do ditado: "Quem guarda o que não presta, tem o que precisa". E de fato, tal máxima relacionada apenas a objetos usados, me foi muito útil. O desprezado rádio, que emudecera havia alguns anos, parecia ter sorrido para mim quando parti em sua direção com a chave de fenda na mão. Teria pensado:
- O técnico chegou! Voltarei à ativa.
Mas eu sequer era um aprendiz. Faltavam ainda alguns meses para me candidatar a uma vaga no concorrido curso profissionalizante de eletrônica da Escola Técnica Federal de Pelotas. Eu estava na oitava série do primário e chegara o momento de me decidir por uma profissão. Acho que aquele velho rádio foi o divisor de águas... Frequências, na realidade. Cinco ou seis parafusos me separavam do universo encantador que existia dentro do aparelho. Logo que abri a tampa, senti o cheiro de baquelite, matéria prima das placas de circuito impresso misturado ao cheiro de queimado. Momento inesquecível. Que ciência havia por trás daquele conjunto de componentes eletrônicos? Parecia uma mini-cidade constituída por transistores, capacitores, resistores, bobinas, fios, solda... Desconfio que as imagens de satélite feitas em cima das cidades e publicadas no Google Earth foram inspiradas naqueles circuitos de antigos rádios! Quem sabe o contrário?! O fato é que eu queria muito entender tudo aquilo. Descobrir a mágica que permitia que a voz de alguém falando há milhares de quilômetros pudesse ser ouvida do outro lado do planeta, naquele transdutor... O autofalante.
Eu havia acabado de ler a história sobre a invenção do rádio e descobrira que aquele milagre tinha vários santos. O portoalegrense Roberto Landell de Moura, pioneiro na transmissão da voz via rádio no Brasil, fora um deles. O inventor também era padre, mas suas "obras" não foram bem compreendidas no começo do século XX. Vítima da ignorância alheia, o padre Landell de Moura foi classificado como herege, impostor, feiticeiro. Acabou excomungado pela Igreja Católica. Ainda bem que a ignorância foi varrida do "noffo paix" abençoado por Deus. Bem, sobre o velho rádio Teleotto... Acabou desmontado por mim naquela aventura caseira. Ainda hoje, encontro peças dele no meio da sucata eletrônica que guardo dentro de um baú na casa de meus pais. São fósseis do surgimento de uma profissão apaixonante. Sempre que reviro tal baú, me vejo como um arqueólogo que sonha reencontrar todas as peças e remontar fragmentos de vida passados. Mas outras peças estão por vir...
domingo, 18 de julho de 2010
O Rádio
Nunca vou esquecer a emoção que senti ao ouvir pela primeira vez o som estéreo do rádio sintonizado numa emissora FM. Com um fone em cada ouvido, minha percepção sonora mergulhava num universo diferente, de novas sensações prazerosas. Que magia era aquela que permitia ouvir uma música dividida em duas, dentro da cabeça? Vozes e instrumentos que até então se concentravam no meio dos olhos, como se todos os músicos, tocassem num palco imaginário de um metro quadrado, bem a minha frente!
-Ah... Agora com a FM estéreo, a claustrofobia a que fui acostumado pelo som monoaural das rádios de ondas médias, estaria com os segundos contados, pensei.
Os anos setenta haviam chegado ao fim. A nova década surgia com inovadoras tecnologias. Eu tinha 12 anos e já não achava graça em ouvir música nas rádios OM com aquele som chiado, sem graves e agudos, saturado de freqüências médias. Além disso, o rádio FM possuía uma luzinha vermelha, que se acendia quando a sintonia fina captava a freqüência exata da emissora. Como era divertido girar o botão lentamente, de um lado para o outro, até que a tal luz se firmasse. A sensação era de ter ganhado um prêmio!
Vivi estes momentos de felicidade quando meu pai comprou um moderníssimo aparelho de som três-em-um da marca National. Tinha esse nome porque possuía três funções básicas: Toca-discos, toca-fitas e rádio. Junto com o aparelho, veio um fone de ouvido da marca Selenium, que cobria as orelhas e isolava o som externo. Naquela época, as rádios FM imprimiram uma nova linguagem, mais jovem, bem menos solene que o estilo de comunicação a que nos acostumamos a ouvir nas rádios OM. Aliás, a nomenclatura das bandas de freqüência de rádio era variada. Tinha a OT, ondas tropicais; a OC, ondas curtas. Esta última possuía ainda subdivisões de acordo com o tamanho das ondas em metros. Para mim, o que importava é que todas possuíam terrível sonoridade.
Quando a FM estéreo surgiu, me conquistou de imediato. Eu passava horas e mais horas ouvindo música no rádio, isolado do mundo fora dos fones. Quando completei quinze anos, meu pai e minha mãe me presentearam com um “radinho de fone de ouvido”. Foi um alívio para meu pai, que enfim, poderia voltar a ouvir seus discos de música clássica e suas rádios lo-fi preferidas no 4-em-1... Afinal, o aparelho havia ganhado uma peça a mais – um adolescente que não desgrudava dele.
Entre a garotada, a nova febre era o Walkman, da Sony. Era importado e muito caro. Mas meu novo PS-110 da CCE não ficava devendo nada. Tinha recursos que o Walkman não possuía: Um autofalante embutido e gravador K7 com microfones estéreos... Uauuu!!!! Com este novo parceiro, passei madrugadas acordado gravando músicas que tocavam na rádio Gaúcha, uma das primeiras FM´s do Rio Grande do Sul. Era a única emissora que “pegava” na pequena cidade de 15 mil habitantes em que eu vivia. A programação era costurada com sucessos nacionais e internacionais . Um playlist diversificado que misturava Pink Floyd com Agepê, ABBA com Belchior, Bee Gees com Peninha, Elis, Raul Seixas, Rita Lee, The Beatles, Tim Maia; Earth Wind and Fire... Tempo bom, sem preconceito musical!
Anos depois, a Gaúcha trocou o nome para Atlântida e transformou-se na maior rede de rádios FM do sul do Brasil. Antes disso, eu já havia traçado meu primeiro sonho de adolescência. Eu estava tão apaixonado por rádio que decidi ir parar dentro dele. Mas essa história eu conto depois.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Entardecer no Pampa III
RAIOS DE FEITIÇO
ENLACE DE MAGIA
SINGELO ENTARDECER
INSPIRANDO FANTASIA
PAISAGEM DIVINA
MESCLA DE CORES
DESLUMBRE DA SINA
VERGANDO SENHORES
RITUAL DE PARTIDA
SILÊNCIO NA TRILHA
REPOUSO INFINITO
NO CATRE COXILHA
MAIS UM PÔR-DE-SOL
NO HORIZONTE UM LAMENTO
GIRASSÓIS DE SAUDADE
E UMA LÁGRIMA AO VENTO.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
DIVAGAÇÕES SOBRE O ORGULHO E A VAIDADE
O orgulho é cego aos próprios erros. Telescópico às falhas alheias. Surdo às desculpas. Mudo em perdão. Não se toca. É fonte de egoísmo, presunção, arrogância, indiferença.
A vaidade é o orgulho maquiado, travestido, “botoximizado”, com bico de pato. É o centro do palco. O aplauso. O flash. O close. A manchete. A capa. A primeira página. A vantagem. A ostentação. A auto-estima no Everest.
Mas a vaidade é mundana. Depravada. Lasciva. Ela também se entrega com máscara e fantasia aos deserdados do orgulho. Ao iludido. Ao rejeitado. Ao solitário. Ao miserável. Ao perecível. Ao efêmero. Ao sem noção. À baixa-estima. Ao tonto poderoso. Ao torto no Photoshop.
Orgulho e vaidade não são herméticos nem blindados. Quando desmascarados, invadidos, assaltados; reagem ferozes, durante milênios. Um dia, vencidos, cansados, fecham-se em crisálidas, lado a lado. Na clausura da metamorfose, retomam força e poder.
No romper do casulo, os seculares parceiros se veem presos num só corpo, siameses, xipófagos. Porém leves e livres para voar muito acima das rasteiras paixões humanas.
Às vezes, encontramos tais criaturas pousadas nos corações purificados. “Humildade” e “Fraternidade” vagam por aí... Estão dispostas a colorir nossos jardins de gris. Basta um forte desejo.
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sábado, 17 de abril de 2010
Ocaso dos acasos...
O crepúsculo em meio a solidão do mar é encantador.
Raras são as oportunidades da vida em que podemos parar e contemplar o magnífico entardecer, em algum lugar distante da (in)civilização.
Numa viagem recente de navio, até a Ilha da Trindade, o ponto mais oriental do Brasil, a 1200 km da costa, não perdi a chance de ir ao convés e apreciar o deslumbramento do ocaso. E fiz isso durante os nove dias em que estive embarcado. As fotos deste post são instantes daquelas paisagens mágicas pintadas pelo Criador, no meio do Oceano Atlântico. Um espetáculo seleto para poucos observadores naquele local e momento.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
É pau, é pedra é o fim do caminho...
Grãos de areia ampliados
São as águas de março fechando o verão... Atrasadíssimas. Exageradas. Por certo o Manda-Chuva do Céu tem seus motivos. O temporal foi gota d’água que transbordou a barragem dos nossos merecimentos trágicos.
Os governantes eleitos por nossa maioria sofrem de uma incapacidade congênita e coletiva de dizer “não” para o errado. Aprovam e incentivam as ocupações irregulares nos morros, os puxadinhos na favela, o descontrole da natalidade, os projetos mentirosos e politiqueiros que prometem melhorias na vida das famílias de baixa renda. São estes mesmos governantes, que por ignorância ou omissão estimulam a cobrança de propina por parte dos fiscais diante das irregularidades a serem combatidas.
Isso vale para qualquer serviço público ou área de risco. Aprenderam isso com as velhas raposas da “polititica” nacional e repassam aos filhos, numa intenção de perpetuar o sistema atrasado, corrupto e desumano que aí está. Um Estado que mata por ano mais inocentes do que qualquer guerra armada.
As conseqüências da falta de educação de governantes e governados saltam aos olhos nestes momentos de lágrima e condolência. Avalanches de omissão e ignorância também descem morro abaixo. As ausências de atitude e conhecimento contribuem de forma determinante no efeito cascata dos "pequenos" enganos de cada cidadão, que via de regra, se transformam em tragédias coletivas. É como um grão de areia: Sozinho, não demonstra importância, mas aos montes, viram dunas e desertos invencíveis.
Na tragédia dos alagamentos e deslizamentos da região metropolitana do Rio de Janeiro, observamos que essa velha lição não foi assimilada. O papel de bala... O saquinho de supermercado... A garrafinha pet... Estavam perdidos nas ruas, se associaram em milhares e entupiram a rede de águas pluviais. Onde... Quando... Com quem está a culpa? Todo mundo, sempre, em todo o lugar. No trajeto do caminhão de lixo que não passou. Na atitude boba de jogar o papel de bala pela janela do carro. Na calçada do Sugismundo. Nas redes de supermercados que esbanjam as malditas sacolinhas eternas que arrebentam na nossa mão e com a natureza.
Nos morros, os deslizamentos acontecem mais facilmente onde as árvores foram arrancadas e o solo perdeu firmeza. Sem árvores, não há folhas e galhos para amortecer as gotas de chuva e impedir que toquem o solo com tanta força. Os ambientalistas sabem disso, a Defesa Civil sabe disso, o governo sabe disso... Mas a maioria dos moradores das favelas ignora problemas como este, tão determinantes em suas vidas. É a cultura do "remediar" em detrimento do "prevenir". O governo não se importa com isso. Quer apenas os impostos, as propinas e os votos.
Todas nossas atitudes estão atreladas à rede de causa e conseqüência. É a Lei de ação e reação propagada pela física e algumas filosofias avançadas. Quando a maioria de nós acreditar nisso, cada grão de areia, cada gota d’água receberá a atenção devida. Até isso acontecer, é bem provável que a maioria siga montanha abaixo, no embalo de outras águas de março.
“É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto.”
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O BARCO DO SHOPPING
Esta bela lancha atracada na Marina da Glória, no Rio de Janeiro é uma das mais luxuosas do mundo. Coisa de magnata europeu? Não. Segundo um marinheiro do local, ela pertence aos donos do Barra Shopping – o maior centro comercial do Rio de Janeiro.
A lancha tem cerca de 31 metros de comprimento. Modelo Azimut 105. Uma nova custa cerca de 16,5 milhões de reais. Não tenho dúvida de que tal jóia dos mares foi comprada com a nossa compulsória contribuição. Sim, nós motoristas que pagamos o abusivo valor de cinco reais por duas horas de estacionamento em tal shopping da Barra da Tijuca. Aliás, preço que não pára de subir.
Um breve cálculo revela a facilidade com que os donos do centro comercial acumularam a montanha de dinheiro necessária para comprar o barco. Por dia, 20 mil carros circulam pelo estacionamento do Barra Shopping. Cada motorista paga pelo menos, cinco reais pelo ticket. É só multiplicar... Dá 100 mil reais de faturamento por dia. Limpinho. Sem imposto.
Seguindo o cálculo, concluímos que o estacionamento do shopping é capaz de pagar uma luxuosa lancha Azimut 105 a cada cinco meses e meio!!! Fica fácil concluir porque a cobrança imoral ainda não foi cassada pela justiça, apesar de tantas disputas nos tribunais. Sabemos o quanto o poder econômico pode manipular decisões judiciais. É, o mar é pra peixe grande e... corsários de luxo. Au,au,au... lá vem o pirata do martelo de pau.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
ATITUDE É TUDO
A diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade do país. Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que tem mais de 2000 anos e são pobres. Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos. A diferença entre países pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponíveis.
O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso e inadequado para a agricultura e a criação de gado, mas é a segunda economia mundial. O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima do mundo todo e exportando produtos manufaturados.
Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau, mas tem o melhor chocolate o mundo. Em seu pequeno território cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica laticínios da melhor qualidade. É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o transformou na caixa forte do mundo.
Executivos de países ricos que se relacionam com seus pares de países pobres mostram que não há diferença intelectual significativa. A raça ou a cor da pele também não são importantes: Imigrantes rotulados de preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países europeus ricos.
Qual é então a diferença?
A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura. Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princípios de vida:
1. A ética.
2. A integridade.
3. A responsabilidade.
4. O respeito às leis e regulamentos.
5. O respeito pelo direito dos demais cidadãos.
6. O amor ao trabalho.
7. O esforço pela poupança e pelo investimento.
8. O desejo de superação.
9. A pontualidade.
Nos países pobres apenas uma minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária.
Falta-nos vontade para cumprir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.
Somos assim, por querer levar vantagens sobre tudo e todos; por ver algo de errado e dizer: “deixa pra lá”
Devemos ter atitudes e memória viva. Só assim mudaremos cada uma de nossas vidas e por conseqüência o País.
(AUTOR DESCONHECIDO)
(AUTOR DESCONHECIDO)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
A VÍRGULA DA ABI
Nestes tempos de exclamações fúteis... Pontos de interrogação multiplicados... Erros distantes de um ponto final... Convido a rever o institucional da ABI sobre a importância das pausas em nossa linguagem.
Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 102 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Não, espere.
Não espere..
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 102 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
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