Minhas idas ao Rio Grande do Sul são rápidas, como guinadas de lambaris na sanga. Não duram mais do que dez dias, mas muito me alegram. Procuro cumprir esta revisita uma vez por ano. Na ponta do lápis... Na verdade, ainda calculo de cabeça... Somando os dias de estada nos últimos 16 anos, minha permanência acumulada em solo gaúcho não alcança seis meses. É muito pouco tempo para rever todos os amigos, ouvir com paciência sobre suas vidas, ir aos bailes gaudérios, fartar-me de arroz de carreteiro, galetos ao primo canto e churrasqueadas de carne fresca nos braseiros. Os dias disparam como potros na cancha reta. Sempre sobra algo por fazer. Provar a cachaça-de-butiá do último verão, catar as uvas Santa Isabel da parreira herdada da vovó; reunir os parceiros poetas, cantores, violeiros, gaiteiros... Quem sabe ter mais alguns dias para realizar um antigo desejo: Reculutar os parceiros de festivais de música nativista, tocar violão e cantar milongas, chamamés, charcareras, galopas... Os mi...
O consumidor de drogas ilícitas precisa tomar ciência de que financia a carnificina dos latrocínios, homicídios, feminicídios... 80% dos presos no sistema carcerário estão lá por causa do tráfico de drogas. Fato que passa à margem da consciência dos consumidores. Os cocainômanos pingam sangue pelo nariz e pelas mãos. Os maconheiros queimam erva, neurônios e o filme da coerência quando, de forma hipócrita, reclamam da violência enquanto tragam baseados. E como há autoridades, celebridades e formadores de opinião nesse grupo! Uma cultura hedonista e destrutiva tão antiga quanto a corrupção no país. Silenciar é omitir-se. E a omissão dos bons, fav orece os maus. Todos os dias perdemos aliados nessa guerra contra a violência. Soldados armados com honestidade, coerência, retidão, tolerância, serenidade, persistência, prevenção, coragem e bondade. Esse campo de guerra não tem lado, pois é um círculo. O círculo social e familiar onde os cidadãos alienados precisam ser salvos e regenerad...
A TRUCAGEM NA CRISE A indústria e o comércio nos sacaneiam pra manter os lucros elevados. A bala de goma (jujuba) está menor. O rolo de papel higiênico vem amassado, pra ganhar espaço no transporte e nos estoques. A distância entre as poltronas no avião foi reduzida para vender o "conforto" de poucos centímetros. Não vou me surpreender se as companhias oferecerem aluguel de joelheiras! Nos restaurantes à quilo eu meço a honestidade do estabelecimento pelos pratos nitidamente reaproveitados. Arro z com brócolis, bolinhos de arroz, peixe, carne e legumes... Bife ao molho pardo, carreteiro de churrasco, qualquer coisa à milanesa... Truques de economia perigosos para a saúde. E as águas "aromatizadas"? Me parecem readaptações daquele refrigerante enjoativo de limão que ninguém bebia. Pois os gênios da química alimentícia diminuíram a quantidade do licor e do gás, aumentaram a quantidade de água e criaram um produto novo, mais caro, claro! O desperdício é outra ferr...
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